Como se esquece um País?
Como se mata a saudade,
já não te vês sem que teus olhos
reconheçam os pedaços de ti emprestados.
Esquecer, lembrar, esquecer
mas sempre lembrar.
Como se esquece o amor?
Aceitar que vens e vais. Foste. Foram-se.
Guardar o que de melhor trouxeste.
Trouxemos, sem que a dor o leve também.
Como se aprende a dizer adeus
sem soletrar o teu nome?
Esquecer, lembrar, esquecer
e não mais poder lembrar.
Como se recomeça uma nova vida
depois de ti, depois da Cidade?
Novos pedaços de mim. Emprestados.
Não me deixes ir.
Não te vás. Fica para que eu não precise esquecer.
Apenas lembrar-me. De ti.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Instante
Seria mais fácil deixar-te partir
Esquecer, tua face naquela manhã cinza
vento forte traz mudança
levou-te, leva meu coração.
Quem dera os olhos não te verem
Não terem te encontrado
Trairam-me, trai-me,
Tem os olhos a afogar-se.
Chove, lágrimas por alguém que se foi
por si, pelo caminho perdido.
Abraçada a si mesma, fechou-se ainda mais
no medo que o silêncio e a partida provocam.
É preciso coragem para matar esperança.
Esquecer, tua face naquela manhã cinza
vento forte traz mudança
levou-te, leva meu coração.
Quem dera os olhos não te verem
Não terem te encontrado
Trairam-me, trai-me,
Tem os olhos a afogar-se.
Chove, lágrimas por alguém que se foi
por si, pelo caminho perdido.
Abraçada a si mesma, fechou-se ainda mais
no medo que o silêncio e a partida provocam.
É preciso coragem para matar esperança.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Silêncio
O silêncio contou-me,
disse que não vinhas,
queria acreditar que mentia
é tolo, fez-me chorar.
Falou-me dos sonhos de amor
que não são como flores da primavera,
são folhas de outono
vão-se com o vento nos dias azuis que se despedem do verão.
Gritou que o coração se engana
porque quer sonhar,
acreditar nos encontros raros, mas reais.
É tolo, o coração.
Que este silêncio ensurdece.
Que não deixa ver a vida que há por sentir.
No silêncio, fico.
disse que não vinhas,
queria acreditar que mentia
é tolo, fez-me chorar.
Falou-me dos sonhos de amor
que não são como flores da primavera,
são folhas de outono
vão-se com o vento nos dias azuis que se despedem do verão.
Gritou que o coração se engana
porque quer sonhar,
acreditar nos encontros raros, mas reais.
É tolo, o coração.
Que este silêncio ensurdece.
Que não deixa ver a vida que há por sentir.
No silêncio, fico.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Conhecer-te.
... tento me lembrar do dia em que
perdi os remos, fiquei à deriva, ao vento sem direção.
Tanta vida, tantos sonhos.
Quando serei por fim realidade?
Sonhos de amor. Saudade tomou lugar.
Caminho perdida, entre ruas, gentes, corações.
Onde caminhas tu? Que sonhos terás tu, escondidos?
Seremos um dia realidade?
Que medos terás tu?
Eu tenho todos os medos do mundo, bem guardados,
para que não os vejas. Já os viste?
Quem me dera não os conhecer.
Quem me dera conhecer-te.
perdi os remos, fiquei à deriva, ao vento sem direção.
Tanta vida, tantos sonhos.
Quando serei por fim realidade?
Sonhos de amor. Saudade tomou lugar.
Caminho perdida, entre ruas, gentes, corações.
Onde caminhas tu? Que sonhos terás tu, escondidos?
Seremos um dia realidade?
Que medos terás tu?
Eu tenho todos os medos do mundo, bem guardados,
para que não os vejas. Já os viste?
Quem me dera não os conhecer.
Quem me dera conhecer-te.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Esquecer
O tempo ajuda a esquecer, curar, qual parte de mim a chorar
quando a dor irá por fim, ceder,
esquecer-me e não mais voltar?
O tempo não volta. Não deixa regressar.
Só, tu, a dor, a mesma dor, não se deixa morrer.
Dormir, acordar, um novo dia que espera nascer.
Mas tu, tu não estarás aqui.
Longe, perdido, cansado.
Meu coração. Vive de ilusões que inventa.
E morre a cada dia pela dor do sonho desfeito.
quando a dor irá por fim, ceder,
esquecer-me e não mais voltar?
O tempo não volta. Não deixa regressar.
Só, tu, a dor, a mesma dor, não se deixa morrer.
Dormir, acordar, um novo dia que espera nascer.
Mas tu, tu não estarás aqui.
Longe, perdido, cansado.
Meu coração. Vive de ilusões que inventa.
E morre a cada dia pela dor do sonho desfeito.
sábado, 4 de agosto de 2012
Sem remo
... e se não é a vida, este barco sem remos,
apenas onda, céu, vento, linha do horizonte
o sonho de te encontrar, em mim.
Náugrafos, fazem-me sentir medo,
do instante em que tudo muda,
mesmo sem se querer, pedir, pensar.
Brisa quente traz mudanças, mas não leva a dor.
mentiras ferem quem ama, ferem cá dentro.
Remos, braços do destino que se quer controlar.
Em que águas se perderam?
apenas onda, céu, vento, linha do horizonte
o sonho de te encontrar, em mim.
Náugrafos, fazem-me sentir medo,
do instante em que tudo muda,
mesmo sem se querer, pedir, pensar.
Brisa quente traz mudanças, mas não leva a dor.
mentiras ferem quem ama, ferem cá dentro.
Remos, braços do destino que se quer controlar.
Em que águas se perderam?
terça-feira, 17 de julho de 2012
Chegada e partida
E se o tempo não existisse,
voltasse ou me mostrasse que face terá.
O desejo de viver,
encontrar-te, abraçar o mundo
como quem abraça o amor,
na chegada.
Palavras tolas,
sem força, jogadas ao vento,
Não te trazem para perto.
O medo de que te levem,
o pouquinho de ti.
O corpo todo pede
desejo oculto, carne, pele,
não dorme, sonha contigo
amanhace como quem
tem a face molhada pela dor da partida.
voltasse ou me mostrasse que face terá.
O desejo de viver,
encontrar-te, abraçar o mundo
como quem abraça o amor,
na chegada.
Palavras tolas,
sem força, jogadas ao vento,
Não te trazem para perto.
O medo de que te levem,
o pouquinho de ti.
O corpo todo pede
desejo oculto, carne, pele,
não dorme, sonha contigo
amanhace como quem
tem a face molhada pela dor da partida.
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