cá estou,
outra a janela,
outra a paisagem.
A menina de outrora.
Os sonhos ainda moram algures,
não se deixam encontrar,
persegue-os, quem dera os conhecer.
Até quando esta mesma dor?
Quando é que verei por fim, a tua face,
a minha face
no sonho.
Noites de tormenta, num mar
de pensamentos tristes.
Em que janela estarás tu, felicidade?
Em que sonho estarás tu, vida?
Em que peito baterás tu, amor?
São tantas as janelas.
Quando verei por fim a tua face, sonho?
E descansar ao te encontrar.
domingo, 10 de junho de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
Noite
o azul escureceu.
Escuridão que chora, traz vento forte e frio.
Foi o dia que se fez noite.
Foi o amor que se fez sonho, acabado.
A distância transforma tudo.
Transforma o ser, o que se sente,
o que se viu e ouviu.
Tranforma o amor. O olhar transeunte.
Os lugares, ainda que os mesmos
Já não os reconhece.
Chuva que chora, coração que cai,
nas lembranças de um passado imperfeito.
Não consegue viver. Consome-se apenas
do que não viveu.
Não avança, perdoa. Não se perdoa.
Escuridão que chora, traz vento forte e frio.
Foi o dia que se fez noite.
Foi o amor que se fez sonho, acabado.
A distância transforma tudo.
Transforma o ser, o que se sente,
o que se viu e ouviu.
Tranforma o amor. O olhar transeunte.
Os lugares, ainda que os mesmos
Já não os reconhece.
Chuva que chora, coração que cai,
nas lembranças de um passado imperfeito.
Não consegue viver. Consome-se apenas
do que não viveu.
Não avança, perdoa. Não se perdoa.
domingo, 8 de abril de 2012
Dias...

As ruas são as mesmas,
Alguns rostos conhecidos, lugares, sensações.
Alguns rostos conhecidos, lugares, sensações.
Caminhos por onde andei, andaste.
Mas a saudade não é a mesma. É outra.
Maior.
Por que é que não me esqueço de ti?
Por que é que não me lembro de mim?
Onde fui, estou, fiquei?
Em que dia me perdi?
Que saudade é essa que nunca passa,
alimenta-se dos dias longe de ti, longe de mim,
dos amores que preenchem, abastecem a vida?
Os dias, tudo o que te separam de mim.
Dias passados, horas felizes, angústia e medo as levaram.
Dias futuros, incerteza do que está por vir.
Quando virei, por fim? Quando virás?
Há uma multidão lá fora.
Há um vazio aqui dentro.
Dia, presente.
Mas a saudade não é a mesma. É outra.
Maior.
Por que é que não me esqueço de ti?
Por que é que não me lembro de mim?
Onde fui, estou, fiquei?
Em que dia me perdi?
Que saudade é essa que nunca passa,
alimenta-se dos dias longe de ti, longe de mim,
dos amores que preenchem, abastecem a vida?
Os dias, tudo o que te separam de mim.
Dias passados, horas felizes, angústia e medo as levaram.
Dias futuros, incerteza do que está por vir.
Quando virei, por fim? Quando virás?
Há uma multidão lá fora.
Há um vazio aqui dentro.
Dia, presente.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Alegria, alegria
... queria me vestir de alegria
aquele vestido das ocasiões especiais,
dos que andam enamorados, mãos dadas
dos que viajam para rever o amor
ou dos que cruzam com ele numa ponte qualquer.
aquele vestido dos dias de festa
com a família ou o jantar com os amigos
das caminhadas pela praia
dos finais de dia cor de laranja
das fotos com sorriso.
o mesmo vestido do dia, da noite,
em que te encontrei, que me vi em ti
das noites quentes e conversas num banco de praça
do trem que levava para ti
dos olhos claros, espelho nosso.
queria me vestir de alegria,
ou melhor, despir-me de toda essa solidão, medo, culpa
tristeza, renovada para a vida, para quando voltares
voltas? e quando voltares, quero estar trajando aquele mesmo
vestido de outrora, por que te encantaste, encantei-me, fui feliz.
aquele vestido das ocasiões especiais,
dos que andam enamorados, mãos dadas
dos que viajam para rever o amor
ou dos que cruzam com ele numa ponte qualquer.
aquele vestido dos dias de festa
com a família ou o jantar com os amigos
das caminhadas pela praia
dos finais de dia cor de laranja
das fotos com sorriso.
o mesmo vestido do dia, da noite,
em que te encontrei, que me vi em ti
das noites quentes e conversas num banco de praça
do trem que levava para ti
dos olhos claros, espelho nosso.
queria me vestir de alegria,
ou melhor, despir-me de toda essa solidão, medo, culpa
tristeza, renovada para a vida, para quando voltares
voltas? e quando voltares, quero estar trajando aquele mesmo
vestido de outrora, por que te encantaste, encantei-me, fui feliz.
"all I want for Christmas is YOU"...
não adianta falar,
pedir,
chorar,
lembrar.
O trem passou.
Espera? na próxima estação?
É, tudo o que eu queria de Natal...
pedir,
chorar,
lembrar.
O trem passou.
Espera? na próxima estação?
É, tudo o que eu queria de Natal...
Pedido de ano novo antecipado
Queria voltar
que ele voltasse
a dizer, sorrir, o quanto ainda há por viver
Se ao menos o Tempo voltasse
para me mostrar o que podia ter sido
ou o que ainda poderá ser
Escuto vozes, ecos do medo, solidão
tristeza sem fim, silêncio afogado
Eu só peço que o Amor me dê uma segunda chance
real, viva, corajosa, destemida
Serei novamente a alegria, o sonho
de te encontrar, brisa do mar
árvore, flor, fruta colhida.
que ele voltasse
a dizer, sorrir, o quanto ainda há por viver
Se ao menos o Tempo voltasse
para me mostrar o que podia ter sido
ou o que ainda poderá ser
Escuto vozes, ecos do medo, solidão
tristeza sem fim, silêncio afogado
Eu só peço que o Amor me dê uma segunda chance
real, viva, corajosa, destemida
Serei novamente a alegria, o sonho
de te encontrar, brisa do mar
árvore, flor, fruta colhida.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
E os olhos
E os olhos estão cansados de chorar
vieram de tão longe,
viram tanta terra, trilho, mar
viram-te, quiseram-te beijar.
Como quem tem medo,
fecharam-se por um instante e quando perceberam
já estavam longe, noutros trilhos, noutro espelho
"quem me dera poder voltar", afogaram-se na lembrança
do que viram, do que podia ter sido, do que podiam amar.
Os olhos morreram, afogados.
vieram de tão longe,
viram tanta terra, trilho, mar
viram-te, quiseram-te beijar.
Como quem tem medo,
fecharam-se por um instante e quando perceberam
já estavam longe, noutros trilhos, noutro espelho
"quem me dera poder voltar", afogaram-se na lembrança
do que viram, do que podia ter sido, do que podiam amar.
Os olhos morreram, afogados.
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