A esperança morreu.
O sonho também.
A doçura, quem diria, também foi-se cedo.
A alegria, tão frágil, não resistiu.
Foram-se. Talvez se encontrem numa outra vida.
Vida? Esta, de agora, do ontem, também se foi.
Ficaram neste mundo a dor,
a solidão, o desespero, o descaso.
Mundo? Em que se transformou?
Nasceu para ser belo e próspero.
Sofrimento tira-lhe a juventude,
tira-lhe a paz, tira-lhe a força.
Sinto que também qualquer coisa
cá dentro morreu.
Será o coração? As vísceras?
Pele, olho, cabelo, saliva, lágrima.
Balão vazio não sabe voar.
sábado, 3 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Tempestade
A tempestade acalmou o coração
aqui dentro, a esperança me visitou
Da janela, o vento levava a vida,
para longe. Levou a dor. Que contradição.
Numa nova e fria manhã,
A vida para muitos não voltou. A dor sim.
Que hoje a tempestade é outra.
Aqui dentro, mais forte. Quer novamente arrancar a vida.
Vento forte da intensidade do meu medo.
Gritos abafados o fazem maior.
A verdade é que todos buscamos abrigo.
No amor. No teu olhar, a calmaria.
Que grande engano.
A tempestade sentimos todos nós.
Perdidos, jogados à fúria do tempo.
A tempestade cessou. O tempo nunca.
aqui dentro, a esperança me visitou
Da janela, o vento levava a vida,
para longe. Levou a dor. Que contradição.
Numa nova e fria manhã,
A vida para muitos não voltou. A dor sim.
Que hoje a tempestade é outra.
Aqui dentro, mais forte. Quer novamente arrancar a vida.
Vento forte da intensidade do meu medo.
Gritos abafados o fazem maior.
A verdade é que todos buscamos abrigo.
No amor. No teu olhar, a calmaria.
Que grande engano.
A tempestade sentimos todos nós.
Perdidos, jogados à fúria do tempo.
A tempestade cessou. O tempo nunca.
domingo, 21 de outubro de 2012
Flores
Que sentimentos serão esses
escondidos atrás das cores
de flores que me fizeram sorrir.
Numa noite eterna e breve.
Em teus olhos queria estar, enchergar-me através de ti.
Com que cores me veria?
Que nome me chamaria?
Que emoções de mim teria?
Ah se pudesse me ver através dos teus pensamentos.
Que palavras guardaria?
Que sonhos comigo teria?
Quem me dera conhecer que partes de mim conheces.
Flores de vidro não morrem.
As flores que me deste são reais.
Morrem. Mas alimentam-me o sonho.
Em teus olhos queria adormercer, para que quando
também tu adormecido, encontrassemo-nos
num tempo sem tempo, num lugar sem distância,
sem medo, sem partida. Apenas chegada.
escondidos atrás das cores
de flores que me fizeram sorrir.
Numa noite eterna e breve.
Em teus olhos queria estar, enchergar-me através de ti.
Com que cores me veria?
Que nome me chamaria?
Que emoções de mim teria?
Ah se pudesse me ver através dos teus pensamentos.
Que palavras guardaria?
Que sonhos comigo teria?
Quem me dera conhecer que partes de mim conheces.
Flores de vidro não morrem.
As flores que me deste são reais.
Morrem. Mas alimentam-me o sonho.
Em teus olhos queria adormercer, para que quando
também tu adormecido, encontrassemo-nos
num tempo sem tempo, num lugar sem distância,
sem medo, sem partida. Apenas chegada.
sábado, 13 de outubro de 2012
O dia em que meu mundo resolveu mudar
Ainda cheio de dor
acordou cedo, buscara alívio no sonho
foi expulso de lá.
Da janela de um dia azul,
com uma luz que não deixava ver,
espreitar para onde foste,
lembrou-se:
Da força que trazia escondida.
Do desejo de ser maior.
Da esperança de sorrir.
Do amor que ainda pode dar.
Pedaços rasgados não
voltam à forma original.
Coração ficou fora de forma.
Mas ainda bate, baixinho.
acordou cedo, buscara alívio no sonho
foi expulso de lá.
Da janela de um dia azul,
com uma luz que não deixava ver,
espreitar para onde foste,
lembrou-se:
Da força que trazia escondida.
Do desejo de ser maior.
Da esperança de sorrir.
Do amor que ainda pode dar.
Pedaços rasgados não
voltam à forma original.
Coração ficou fora de forma.
Mas ainda bate, baixinho.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Como...
Como se esquece um País?
Como se mata a saudade,
já não te vês sem que teus olhos
reconheçam os pedaços de ti emprestados.
Esquecer, lembrar, esquecer
mas sempre lembrar.
Como se esquece o amor?
Aceitar que vens e vais. Foste. Foram-se.
Guardar o que de melhor trouxeste.
Trouxemos, sem que a dor o leve também.
Como se aprende a dizer adeus
sem soletrar o teu nome?
Esquecer, lembrar, esquecer
e não mais poder lembrar.
Como se recomeça uma nova vida
depois de ti, depois da Cidade?
Novos pedaços de mim. Emprestados.
Não me deixes ir.
Não te vás. Fica para que eu não precise esquecer.
Apenas lembrar-me. De ti.
Como se mata a saudade,
já não te vês sem que teus olhos
reconheçam os pedaços de ti emprestados.
Esquecer, lembrar, esquecer
mas sempre lembrar.
Como se esquece o amor?
Aceitar que vens e vais. Foste. Foram-se.
Guardar o que de melhor trouxeste.
Trouxemos, sem que a dor o leve também.
Como se aprende a dizer adeus
sem soletrar o teu nome?
Esquecer, lembrar, esquecer
e não mais poder lembrar.
Como se recomeça uma nova vida
depois de ti, depois da Cidade?
Novos pedaços de mim. Emprestados.
Não me deixes ir.
Não te vás. Fica para que eu não precise esquecer.
Apenas lembrar-me. De ti.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Instante
Seria mais fácil deixar-te partir
Esquecer, tua face naquela manhã cinza
vento forte traz mudança
levou-te, leva meu coração.
Quem dera os olhos não te verem
Não terem te encontrado
Trairam-me, trai-me,
Tem os olhos a afogar-se.
Chove, lágrimas por alguém que se foi
por si, pelo caminho perdido.
Abraçada a si mesma, fechou-se ainda mais
no medo que o silêncio e a partida provocam.
É preciso coragem para matar esperança.
Esquecer, tua face naquela manhã cinza
vento forte traz mudança
levou-te, leva meu coração.
Quem dera os olhos não te verem
Não terem te encontrado
Trairam-me, trai-me,
Tem os olhos a afogar-se.
Chove, lágrimas por alguém que se foi
por si, pelo caminho perdido.
Abraçada a si mesma, fechou-se ainda mais
no medo que o silêncio e a partida provocam.
É preciso coragem para matar esperança.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Silêncio
O silêncio contou-me,
disse que não vinhas,
queria acreditar que mentia
é tolo, fez-me chorar.
Falou-me dos sonhos de amor
que não são como flores da primavera,
são folhas de outono
vão-se com o vento nos dias azuis que se despedem do verão.
Gritou que o coração se engana
porque quer sonhar,
acreditar nos encontros raros, mas reais.
É tolo, o coração.
Que este silêncio ensurdece.
Que não deixa ver a vida que há por sentir.
No silêncio, fico.
disse que não vinhas,
queria acreditar que mentia
é tolo, fez-me chorar.
Falou-me dos sonhos de amor
que não são como flores da primavera,
são folhas de outono
vão-se com o vento nos dias azuis que se despedem do verão.
Gritou que o coração se engana
porque quer sonhar,
acreditar nos encontros raros, mas reais.
É tolo, o coração.
Que este silêncio ensurdece.
Que não deixa ver a vida que há por sentir.
No silêncio, fico.
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