... e se não é a vida, este barco sem remos,
apenas onda, céu, vento, linha do horizonte
o sonho de te encontrar, em mim.
Náugrafos, fazem-me sentir medo,
do instante em que tudo muda,
mesmo sem se querer, pedir, pensar.
Brisa quente traz mudanças, mas não leva a dor.
mentiras ferem quem ama, ferem cá dentro.
Remos, braços do destino que se quer controlar.
Em que águas se perderam?
sábado, 4 de agosto de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Chegada e partida
E se o tempo não existisse,
voltasse ou me mostrasse que face terá.
O desejo de viver,
encontrar-te, abraçar o mundo
como quem abraça o amor,
na chegada.
Palavras tolas,
sem força, jogadas ao vento,
Não te trazem para perto.
O medo de que te levem,
o pouquinho de ti.
O corpo todo pede
desejo oculto, carne, pele,
não dorme, sonha contigo
amanhace como quem
tem a face molhada pela dor da partida.
voltasse ou me mostrasse que face terá.
O desejo de viver,
encontrar-te, abraçar o mundo
como quem abraça o amor,
na chegada.
Palavras tolas,
sem força, jogadas ao vento,
Não te trazem para perto.
O medo de que te levem,
o pouquinho de ti.
O corpo todo pede
desejo oculto, carne, pele,
não dorme, sonha contigo
amanhace como quem
tem a face molhada pela dor da partida.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Perdida
Todo o corpo chora,
pele, veias, artérias, o coração
uma dor de sobrenome estranho tomou conta de mim
O sorriso por te encontrar morreu na esquina de uma rua qualquer.
Uma dor que pesa nos ombros,
que machuca cá dentro, um medo que perfura o estômago,
E se fosse apenas tristeza,
Realidade inventada, melancolia...
É real. Este dia azul de verão já não aquece o peito,
já não traz a alegria do novo, do impossível que parece possível.
Até quando esta dor sem fim?
Estou perdida, não há nada nem ninguém.
O farol apagou-se.
pele, veias, artérias, o coração
uma dor de sobrenome estranho tomou conta de mim
O sorriso por te encontrar morreu na esquina de uma rua qualquer.
Uma dor que pesa nos ombros,
que machuca cá dentro, um medo que perfura o estômago,
E se fosse apenas tristeza,
Realidade inventada, melancolia...
É real. Este dia azul de verão já não aquece o peito,
já não traz a alegria do novo, do impossível que parece possível.
Até quando esta dor sem fim?
Estou perdida, não há nada nem ninguém.
O farol apagou-se.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Tu
Dias passam a correr,
fazem não pensar no que sou, no que sonho ser.
Só, o coração,
chora por não saber,
que terra é a tua, que chão é o meu, que destino é o nosso.
A promessa de dias felizes,
o amor que deseja renascer,
pensei que fosses tu, novamente, um novo tu.
Mas tu não existes.
Existo eu, o meu peito,
o destino sem destino, a busca sem encontro.
A dor de sentir medo,
de não te encontrar, o meu ser, só a mim me pertenço.
Só, eu existo.
fazem não pensar no que sou, no que sonho ser.
Só, o coração,
chora por não saber,
que terra é a tua, que chão é o meu, que destino é o nosso.
A promessa de dias felizes,
o amor que deseja renascer,
pensei que fosses tu, novamente, um novo tu.
Mas tu não existes.
Existo eu, o meu peito,
o destino sem destino, a busca sem encontro.
A dor de sentir medo,
de não te encontrar, o meu ser, só a mim me pertenço.
Só, eu existo.
domingo, 10 de junho de 2012
sonho
cá estou,
outra a janela,
outra a paisagem.
A menina de outrora.
Os sonhos ainda moram algures,
não se deixam encontrar,
persegue-os, quem dera os conhecer.
Até quando esta mesma dor?
Quando é que verei por fim, a tua face,
a minha face
no sonho.
Noites de tormenta, num mar
de pensamentos tristes.
Em que janela estarás tu, felicidade?
Em que sonho estarás tu, vida?
Em que peito baterás tu, amor?
São tantas as janelas.
Quando verei por fim a tua face, sonho?
E descansar ao te encontrar.
outra a janela,
outra a paisagem.
A menina de outrora.
Os sonhos ainda moram algures,
não se deixam encontrar,
persegue-os, quem dera os conhecer.
Até quando esta mesma dor?
Quando é que verei por fim, a tua face,
a minha face
no sonho.
Noites de tormenta, num mar
de pensamentos tristes.
Em que janela estarás tu, felicidade?
Em que sonho estarás tu, vida?
Em que peito baterás tu, amor?
São tantas as janelas.
Quando verei por fim a tua face, sonho?
E descansar ao te encontrar.
sábado, 21 de abril de 2012
Noite
o azul escureceu.
Escuridão que chora, traz vento forte e frio.
Foi o dia que se fez noite.
Foi o amor que se fez sonho, acabado.
A distância transforma tudo.
Transforma o ser, o que se sente,
o que se viu e ouviu.
Tranforma o amor. O olhar transeunte.
Os lugares, ainda que os mesmos
Já não os reconhece.
Chuva que chora, coração que cai,
nas lembranças de um passado imperfeito.
Não consegue viver. Consome-se apenas
do que não viveu.
Não avança, perdoa. Não se perdoa.
Escuridão que chora, traz vento forte e frio.
Foi o dia que se fez noite.
Foi o amor que se fez sonho, acabado.
A distância transforma tudo.
Transforma o ser, o que se sente,
o que se viu e ouviu.
Tranforma o amor. O olhar transeunte.
Os lugares, ainda que os mesmos
Já não os reconhece.
Chuva que chora, coração que cai,
nas lembranças de um passado imperfeito.
Não consegue viver. Consome-se apenas
do que não viveu.
Não avança, perdoa. Não se perdoa.
domingo, 8 de abril de 2012
Dias...

As ruas são as mesmas,
Alguns rostos conhecidos, lugares, sensações.
Alguns rostos conhecidos, lugares, sensações.
Caminhos por onde andei, andaste.
Mas a saudade não é a mesma. É outra.
Maior.
Por que é que não me esqueço de ti?
Por que é que não me lembro de mim?
Onde fui, estou, fiquei?
Em que dia me perdi?
Que saudade é essa que nunca passa,
alimenta-se dos dias longe de ti, longe de mim,
dos amores que preenchem, abastecem a vida?
Os dias, tudo o que te separam de mim.
Dias passados, horas felizes, angústia e medo as levaram.
Dias futuros, incerteza do que está por vir.
Quando virei, por fim? Quando virás?
Há uma multidão lá fora.
Há um vazio aqui dentro.
Dia, presente.
Mas a saudade não é a mesma. É outra.
Maior.
Por que é que não me esqueço de ti?
Por que é que não me lembro de mim?
Onde fui, estou, fiquei?
Em que dia me perdi?
Que saudade é essa que nunca passa,
alimenta-se dos dias longe de ti, longe de mim,
dos amores que preenchem, abastecem a vida?
Os dias, tudo o que te separam de mim.
Dias passados, horas felizes, angústia e medo as levaram.
Dias futuros, incerteza do que está por vir.
Quando virei, por fim? Quando virás?
Há uma multidão lá fora.
Há um vazio aqui dentro.
Dia, presente.
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