sábado, 3 de maio de 2008

Revelaram-se tempos conturbados...ideias deturpadas

« Quem nunca sofreu por amor nunca aprenderá a amar.
Amar é o terror e perder o outro, é o medo do silêncio e do quarto deserto, de tudo o que se pensa sem poder falar, do que se murmura a sós sem ter a quem dizer em voz alta.
É preciso sentir esse terror para saber o que é amar.
E quando tudo enfim desaba e quando o outro partiu e deixou atrás de si o silêncio e o quarto deserto,por entre escombros e a humilhação de uma felicidade desfeita, resta o orgulho de saber que se amou»

Mais palavras para quê?

MST - Rio das Flores

quinta-feira, 24 de abril de 2008

... e agora, José????

... o Mundo
virou de cabeça
para baixo...

terça-feira, 15 de abril de 2008

TENTATIVA 3 para entender a saudade: fome

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarice Lispector

domingo, 13 de abril de 2008

TENTATIVA 2 para entender a saudade: solidão

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

sábado, 12 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

TENTATIVA 1 para entender a saudade: presença

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mário Quintana

Voltei...


acompanhada...


pela...


saudade...


are you there???